Os funcionários – Os astros, coadjuvantes, carregadores de piano, preparando para ter visão estratégica, o lugar de cada um no time, o preconceito/imagem cristalizada.

Percebi que as pessoas precisam se auto gerenciar para manter a auto-estima alta e terem o poder de decidir o melhor caminho a ser percorrido durante o seu dia.

Obviamente tem aqueles que adoram não ter responsabilidade de decidir, pois nunca terão a responsabilidade do erro, sempre podendo passar o “problema” para o chefe. Este tipo de pessoa age da mesma forma na sua vida pessoal. É aquela criatura que vive reclamando de tudo e achando que todos são os culpados pela sua infelicidade, pelo seu insucesso, pelo seu desamor e etc. Temos, também, o outro lado estremado, isto é, aquele profissional que se auto intitula de SUPER HERÓI e quer resolver tudo sozinho e acha maravilhoso contar que ele saiu de seu trabalho a meia noite e chegou às 7 da manhã no outro dia. É a típica pessoa que, na sua vida pessoal, decide tudo por todos, sem consultar. Ele sabe os melhores caminhos, conhece os melhores restaurantes, faz os melhores programas e tudo isso esta na cabeça dele, pois acredita que é verdade e que todos se sentem felizes com as suas ações. Este tipo de pessoa, normalmente é solitário ou tem um parceiro submisso/acomodado. Temos aquele tipo que acredita tão fortemente nas suas mentiras que elas passam a ser verdades. São hábeis contadores de história que nos deixa atordoados. Este é o momento de saber que existem três verdades:

  • A verdade dele
  • A verdade do outro
  • E a verdade verdadeira

Este mix consegue quase te enlouquece, mas, calma, nem tudo esta perdido não tome uma decisão de bate pronto, espere passar alguns dias para que “as verdades” comecem a emergir.

Temos o carregador de piano, esta criatura é o famoso “low profile”. Você se lembra dele quando olha as métricas e as metas. Faz o seu trabalho bem feito. Entra no horário e sai no horário. Nunca falta. Sai 30 dias de férias. Mantém o batimento cardíaco sempre no mesmo ritmo (até quando o Brasil esta jogando uma final).

Em algumas Organizações, este tipo de funcionário é dispensável. Grande erro, muitas vezes ele é fundamental para manter a estabilidade da equipe. Você imagina se tivéssemos todos os funcionários com perfil para serem gerentes???um time só de atacantes???estávamos fritos. A nossa rotatividade seria enorme sem contar com a insatisfação que seria ingerenciável. Também teríamos um grande problema se tivéssemos uma equipe em que todos fossem discretos. Com certeza chegaríamos à próxima década com a mesma equipe usando máquina de datilografia, papel carbono e etc..

Temos mais uma infinidade de personagens no nosso livro da vida que muito contribuíram para a nossa formação profissional e pessoal que se formos descrevendo não paramos mais. Porém devemos ter um cuidado especial para não cristalizarmos a imagem deles. Todo ser humano tem o direito de mudar, quer seja em seus valores ou em seu desempenho.

O gestor de um time tem que estar atento, como se fosse um técnico esporte coletivo (não dá para colocar apenas um), pois temos jogadores hábeis para cada função onde o rendimento com certeza cairá caso ele jogue em outra posição. Ele dará conta do recado? Acredito que sim, principalmente se ele for um jogador fora de série, porém não renderá como o especialista na posição. Neste momento é que o gestor que ter bom senso em não exigir que o desempenho seja alto e entenda que ele estará fazendo o seu melhor.

A principal responsabilidade de um gestor é a formação de sua equipe pois é através deste time que você será levado para o céu ou queimará no fogo do inferno.

As organizações, normalmente, focam os seus treinamentos para os funcionários de base, em processos técnicos ex: matemática financeira, treinamento em produtos e serviços, dando pouca importância em processos comportamentais. É aí que reside o maior erro, pois são eles que irão acender a alguma chefia e eles estarão despreparados para qualquer tipo de ação na formação de sua base.
Particularmente eu venho treinando minhas equipes para eles tenham a visão estratégica e a forma mais simples é treiná-los nos conceitos de Planejamento estratégico ( Visão, Missão, FOFA -pontos Fortes, Oportunidades, pontos Fracos, Ameaças e Fatores Críticos de Sucesso). Explico a que ser refere e vou orientando-os quanto às apresentações (cada um me envia o que pensa em relação ao tema). Aglutino todas as informações e as repasso para o grupo. Marco uma reunião de apresentação e discussão do tema.

Este tipo de ação provoca com que todos participem do processo e sejam CUMPLICES (é mais do que Envolvido e Comprometido). Isto facilita o atingimento das metas e cria nos funcionários o senso de participação e responsabilidade no processo.

Os treinamentos comportamentais deverão fazer parte do seu programa de desenvolvimento. Assuntos como: Habilidade de Ouvir, Reflexão, Relacionamento no trabalho, Relações Internas para situações difíceis, lidando com emoções fortes e Gerenciamento de conflitos não podem faltar. São temas básicos, porém não executados pela maioria dos gestores.

O que você acha da frase “eu sou profissional e não misturo a minha vida particular quando chego ao serviço”. Todo mundo diz que faz isso quando não tem problemas pessoais, mas basta acontecer um para esta afirmação cair por terra. Esta afirmação é a maior inverdade que existe. Chega a ser cínico afirmar que não se mistura este tipo de coisas. Neste momento entendo que o gestor deve dispor do tempo para ouvir o funcionário, porém não deve se envolver com a resolução dos mesmos o que o funcionário está precisando é que alguém o ouça e não que o critique. Tenha cuidado para não tentar resolver o problema que foi criado por ele. Esta transferência normalmente acontece e você se vê no meio de um rolo que você não participou. Tome cuidado para não se envolver emocionalmente pois atrapalhará nas decisões que você deverá tomar em relação ao seu quadro de funcionários. Lembrem-se, em um momento de crise você não deve misturar as estórias. Você sim tem a responsabilidade de saber separar os momentos. O que você mede é o desempenho e não a vida pessoal.

Comentários

  1. Antonio Jobim diz:

    Infelizmente, vemos a cultura bancária ser calcada mais na cobrança cega do que na liderança. Pior, novas ”chefias” que acreditam que o que falam é lei, pois são donos de irretocável posição, e da ”inteligência” que daí emana.
    Ainda bem que ainda existem pessoas que se dão ao trabalho de observar o óbvio, onde o fim é o retorno financeiro, mas o caminho são as pessoas.
    Grande artigo.

    • Jobim,

      Lindo o seu comentário…daria para falarmos horas sobre este assunto…por isso é que vale a pena ter gente que se posiciona como você….um grande abraço

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